Primeira eliminada do Batalha de Massas diz que 'tempo foi maior inimigo'

Em entrevista, a cozinheira lamenta o nervosismo na prova do lamen e revela a comovente história familiar que marcou sua participação no reality

Michelly Marques

Por Michelly Marques

Primeira eliminada do Batalha de Massas diz que 'tempo foi maior inimigo'
Roseli é a primeira eliminada do 'Batalha de Massas'
Michelly Marques

A primeira participante a deixar o Batalha de Massas teve um desafio de alta pressão: preparar um lámen em cerca de 20 minutos. Em entrevista de despedida, Roseli abriu o coração, admitiu que o nervosismo e a má gestão do relógio foram fatais, e revelou a emocionante história familiar que a motivou a entrar na disputa como uma homenagem à sua mãe.

"A prova foi bem desafiadora", desabafou a participante. Embora o lámen pareça um prato simples, ela destaca que "não é fácil de fazer" em tão pouco tempo. "O tempo foi o meu pior inimigo, o tempo todo. Tinha que ter planejado melhor o tempo. Eu tinha a ideia, mas não conseguia executar."


"Tudo deu errado"

Questionada sobre o que falhou em sua execução, a cozinheira foi sincera: "Tudo". O plano original incluía um repolho grelhado para finalizar o prato, algo que não foi possível.

O maior desastre, no entanto, foi o ovo. "Ovo que eu cozinhei e não chegou no tempo, não consegui descascar, quebrou, que era pra finalizar o prato. Então, não deu."

Para aumentar a dificuldade, ela confessou que nunca havia preparado a receita antes. "Não é uma coisa que eu faço no meu dia a dia", explicou.

A pressão de cozinhar na TV

Apesar de cozinhar regularmente em casa e até para eventos, a participante conta que a pressão do estúdio foi avassaladora. "Imagina, cozinhar, eu cozinho em casa sempre, né, faço eventos e cozinho tranquilo. Mas aqui eu não consegui fazer. É a pressão, né? Eu estava muito nervosa."

Mesmo com a frustração, ela concordou plenamente com a avaliação dos jurados. "Eles estavam super certos. Não tenho como dizer pra eles que 'ah, não, não concordo'. Não. Eles estavam corretíssimos", afirmou.

Ela reconheceu que a apresentação foi o primeiro problema. "Porque visualmente eu dei, né? Você olha, você já vê se dá vontade de comer, não dá vontade de comer."


Uma homenagem à mãe

A participação no Batalha de Massas teve um significado muito especial. A paixão pela cozinha, segundo ela, foi herdada da mãe, que por sua vez tem descendência italiana por parte do pai da cozinheira (da família Zantucci).

"A família toda, é os netos, bisnetos, sempre na casa da minha mãe", relembra. Aos 76 anos, era a mãe quem comandava a cozinha e não deixava ninguém ajudar. "A gente chegava lá, ela não deixava a gente preparar, era ela."

No entanto, um grave acidente doméstico no início do ano mudou a rotina da família e impediu que a participante pudesse se preparar para o reality. "Minha mãe, ela sofreu uma queda. Ela ficou 40 dias na UTI", revelou. "Eu fiquei esse ano... fico lá 15 dias, 12 dias do mês, daí venho pra cá, fico um pouco, trabalho um pouquinho e volto pra lá pra ajudar ela, porque ela ainda não caminha."

A inscrição foi uma forma de celebrar a matriarca. "Eu me inscrevi pensando nela, porque ela está bem feliz que eu ia participar do programa", disse, emocionada.

O futuro pós-competição

Apesar da tristeza da eliminação, a cozinheira vê a experiência como um ponto de virada. "Agora eu vou me especializar, vou estudar, porque esse ano eu não consegui estudar", planeja.

Ela também já tem sua torcida definida para quem deve levar o prêmio. O favorito é Rafael: "Eu acho que ele tá, assim, quietinho, mas ele entende bem de comida, eu acho. Ele é bem mais calmo, mais centrado". Ela também citou Camila como uma forte candidata, que "entende dos produtos, dos ingredientes".

Aos colegas que ficam, ela deixa um recado bem-humorado: "Boa sorte, porque agora é pauleira, só piora a situação, né?".

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