
O programa Escola de Sabores continua a destacar a riqueza das culturas tradicionais do Brasil por meio da alimentação escolar. No episódio mais recente, Márcia, Irene e Assalu, representantes de comunidades indígenas, deixaram a competição. Mesmo com a eliminação, eles ressaltaram que a passagem pelo reality foi marcada por descobertas gastronômicas e superação.
Para o trio, o contato com os bastidores da TV e o intercâmbio com outros profissionais serviram como uma oportunidade única de formação, ampliando o conhecimento que já possuem de suas aldeias e territórios.
Surpresa com o "sal de planta d’água"
Para Márcia, o sentimento de vitória superou a tristeza da saída. Ela destacou o impacto de conhecer ingredientes inusitados, como extratos minerais e vegetais que ainda não faziam parte do seu repertório cotidiano.
"Eu fui eliminada, mas eu tô feliz, eu sou mais que vencedora. Conheci outras coisas, me interessei por sal, por tudo. Nunca imaginei que uma planta d'água fazia um sal", revelou a participante, emocionada com a diversidade da culinária nacional apresentada no programa.
Aprendizado técnico e "formação" na cozinha
Irene encarou a participação como uma verdadeira etapa de qualificação profissional. Para a cozinheira indígena, aprender a lidar com novos equipamentos e metodologias foi o ponto alto da experiência em São Paulo.
"Estou feliz porque é a primeira vez que eu venho. É uma experiência que consegui fazer as minhas coisas como o professor me ensinou, como mexer no fogão. Pra mim, foi como um curso", avaliou, celebrando o crescimento técnico que levará de volta para a cozinha escolar de sua comunidade.
Resiliência e foco no jogo
Já Assalu demonstrou um espírito resiliente ao analisar sua trajetória. Em entrevista, ele reconheceu que as eliminações são regras intrínsecas ao formato da competição.
"Eu me sinto assim: eu fiz o que pude, mas não deu certo. Eu fui eliminado, então faz parte do jogo. É o jogo", afirmou com serenidade.
Sobre o Escola de Sabores
O projeto é uma parceria entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) e o Centro de Excelência Contra a Fome do WFP no Brasil, com produção e veiculação do Grupo Bandeirantes.